5 temas pulsantes que aprendi no Social Media Week 2017

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O Social Media Week São Paulo 2017 (SMWSP), que acontece até esta sexta, 15 de setembro, deixa clara a revolução tecnológica e comunicacional que estamos vivendo.

A VIP se fez presente através de mim e de Roberto, que podemos resumir aqui o recado que fica: adaptar-se é a palavra de ordem. Seja você empresário, agência ou mídia.

O tema do SMWSP foi ‘linguagem e as máquinas’ e entendemos bem o porquê. Cerca de 280 palestrantes das mais diversas fontes e esferas, como consultores, agências, professores, gestores de companhias abertas, fechadas, grande ou de pequeno porte, trouxeram praticamente um discurso reflexivo e de grandes mudanças a partir do comportamento do consumidor, que jamais será o mesmo.

Desde cases práticos que ilustram este novo momento, até temas mais aprofundados de como fazer este novo modelo de comunicação e negócio darem certo, os profissionais, em sua maioria, expuseram 5 temas pulsantes que relato abaixo:

1 – O uso de bots crescerá

Sabe quantos robôs já atendem atualmente clientes via messenger do facebook? Em torno de 30 mil. Com linguagem natural, os chatbots aprendem com os humanos a interpretar perguntas e até mesmo, sentimentos em tons de voz, para prestar o atendimento mais adequado a quem interage com eles. Seja via chat, aplicativo ou outro sistema que seja implantado.

Disponível por 24h, os bots irão substituir pouco a pouco, todo trabalho hoje operacionalizado de forma mecânica e repetitiva. Eles têm a capacidade de integrar sistemas, buscar informações e referências externas, para uma resposta rápida e eficiente.

Além de tudo, não há passivo trabalhista e estão sempre de bom humor. Sim, eles substituirão pessoas no mercado de trabalho. Porém, novas profissões surgiram e surgirão. Cientista de dados, por exemplo, é um dos postos mais bem requisitados. Por sinal, você conhece algum Cientista de dados? Pois é, capacitar-se continuamente também é uma palavra de ordem.

Como cases nacionais, há o bot do cantor Luan Santana que até cria salas de bate-papo entre fãs e faz o maior sucesso. A Beta, uma bot feminista, luta pela causa igualitária e reúne pessoas com o mesmo propósito. Tem também o Amigo Anônimo, o bot dos alcoólicos anônimos. E a Rosie, da Operação Serenata do Amor, fiscalizando os gastos públicos e denunciando deputados com gastos de verba indenizatória muito suspeitos. Confira a @rosiedaserenata no twitter.

O caso Watson

A IBM é uma das empresas pioneiras na forma como vem trabalhando a inteligência artificial. Com um sistema robusto de cognição, como a conversa por voz, a plataforma Watson permite criar bots que prestam atendimento, analisam e aprendem continuamente (deep learning) com os humanos.

Um exemplo prático de uso do Watson trata-se do case, ‘A voz da arte’ em execução na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Para incentivar a ida ao museu, os visitantes podem conversar com a obra de arte e fazer perguntas variadas, desde curiosidades até questões das mais inusitadas. Veja:

2 – Conteúdo estratégico ao invés de propaganda

Produzir conteúdo como entretenimento e ainda faturar com a sua ‘propaganda’, que tal? Não apenas o recurso do storytelling, mas o branded content e o branded entertainment estão no planejamento das empresas que já entenderam o recado dos e-consumidores.

Sim, decidimos o que consumimos, como, onde e com quem. O controle, mais do que nunca, está nas mãos do cliente. Ele decide e já faz uso de apps bloqueadores de anúncios. Ninguém está mais disposto a ser atingido com publicidade intromissiva e forçada.

Algumas poucas empresas nacionais já produzem conteúdo estratégico e se tornam, amadas pelos seus clientes por oferecerem dicas úteis, informação valiosa, além de conteúdo de entretenimento para os seus fãs. Tornam-se love brands.

Gigantes como Nasa, Facebook, Google e Lego estão faturando ‘bem, obrigada’, em cima de produções conteudistas. Há companhias abrindo empresas de conteúdo para este fim. Ou seja, o produto final é apenas um detalhe e ninguém fica falando o tempo inteiro dele porque isto é subliminar. A marca já está falando com o cliente!

Exemplos: a Lego investiu mais de 80 milhões de dólares em seu filme e em três semanas de lançado, obteve mais que o triplo do investido nas bilheterias dos cinemas. Sim, as pessoas pagaram para assistir a nova ‘propaganda’.

Made in Brasil, conto sempre sobre a Maurício de Sousa Produções, uma empresa raiz de conteúdo. A Mônica é a rainha brasileira do licenciamento de marca. Diversos produtos querem estampar e obter o direito de uso de imagem da turminha. A Mônica Toy é uma das séries que mais bombam no YouTube, com acesso mensal acima de 300 milhões de visualizações! E claro, obtém monetização por isso. Estive em julho deste ano lá na sede da Maurício e conto tudo aqui.

3 – Oi, Pinterest!

Quem é do ramo de moda, gastronomia, artes, decoração, viagem, precisa, de verdade, fincar sua bandeira no Pinterest. A rede social tem um design de interface super democrático, onde imagens são extremamente valorizadas através dos ‘pins’.

Além disso, o Pinterest está povoado por compradores! E agora, com o novo recurso ‘experimentei’, a interação social promete ser ampliada. Assisti à palestra do head na América Latina do Pinterest no SMWSP, Ricardo Sangion, e fiquei encantada com as novidades a serem lançadas no Brasil. Uma delas é a possibilidade de comprar o produto, que estará etiquetado com preço, na própria rede. Não é uma maravilha para e-commerce?

Diretório de categorias, mecanismo de busca, indicações com referências de amigos, colocam você no centro da experiência, desde a inspiração até a descoberta e à ação. A rolagem infinita faz qualquer usuário gastar horas no Pinterest!

Empreendedor, acesse aqui a página de business do Pinterest e confira as dicas de como inserir sua marca por lá.

4 – Linkedin não só para procurar emprego

Se o Pinterest é uma vitrine ótima para os negócios B2C, o Linkedin traz um panorama de relações profissionais positivo para quem é B2B. Ou seja, acabe com esta mentalidade que Linkedin serve apenas para procurar emprego.

Geralmente, o óbvio é estar presente no facebook, twitter e instagram. Contudo, vivemos identidades omniculturais, onde nossas marcas podem estabelecer conexões diferenciadas em cada mídia social.

No linkedin, as histórias de superação geram bastante audiência. Empresários e gestores de negócios expõem seus desafios, problemas, mas também, soluções, resultados e reflexões instigantes. Pode filosofar à vontade!

O ‘in’ também é campo fértil de prospecção. Conheci o case da GE durante o SMWSP. Eles abriram um programa de mentoria unicamente pelo linkedin, onde alguns líderes da empresa conversaram e trocaram ideias com vários engenheiros, gestores e diversos profissionais tomadores de decisões e líderes de projetos.

Esta troca, permitiu que esses players conhecessem algumas soluções tecnológicas da GE e assim, fechassem negócios.

5 – O vídeo e a experiência de segunda tela 

O brasileiro assiste à tv conectado à web. Este foi o resultado da pesquisa da Provokers encomendada pelo Google e Meio & Mensagem. 87% das pessoas responderam que consomem vídeos em duas telas, ao mesmo tempo.

Este comportamento também pode ser denotado no campo da educação, à distância ou não. Enquanto um professor profere algum assunto em uma sala, o aluno usualmente poderá pesquisar fontes diversas para o mesmo conteúdo abordado e assim, promover debate sobre outros pontos de vista para analisar o assunto.

A gamificação também tem seu importante papel. Não dá mais para visualizar uma persona passiva, sem ser “maker”. Queremos interagir o tempo todo. Não apenas receber informação. Queremos aprender fazendo. Este é o campo fértil que as edtechs têm pela frente.

Vídeo e transmissões em streaming permitem não só negócios mais enxutos, como promove economia para clientes. Você sabia que um mesmo curso na versão online pode ser até 30% mais em conta do que um presencial? Isso sem contar o custo de deslocamento, estacionamento e o maior ganho: tempo, cada dia mais precioso!

Os Millenials procuram propósitos. Você o entrega?

Ainda de acordo com o levantamento da Provokers, feito em julho de 2017, em apenas três anos, o consumo de vídeo na web cresceu 90,1%. No mesmo período, o consumo de TV cresceu 3,1%.

Novos tempos, não é mesmo?

Por Shirley Vidal

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