André Britto fala sobre propósitos de vida e buddhismo

Em 2012, ele tomou a decisão de transformar a sua carreira e a sua vida

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André Britto é formado em publicidade, pós-graduado em marketing, atuou por três anos como professor universitário. Em 2012, ele tomou a decisão de transformar a sua carreira e a sua vida. Ele conta que foi assim que começou a se preparar para ajudar outras pessoas a transformarem as delas.

Ele afirma que o seu propósito de vida é ajudar pessoas. “Essa afirmação pode parecer muito genérica, a priori, muito aberta. No entanto, quando encontramos nosso propósito, precisamos encontrar um meio de torná-lo viável. Se não for assim, o propósito pode parecer apenas uma meta de vida vaga e com pouca possibilidade de viabilizá-la”, pontua.

Através do seu trabalho como coach de comportamento, André usa a meditação e o autoconhecimento como caminhos para a transformação.

Ele brinca que a mudança de carreira e vida é uma longa história, mas tenta resumir. “Pratico meditação desde 2004, mas só em 2009 comecei o me aprofundar nos estudos sobre Buddhismo. Começo falando sobre isso, pois foi aí que a chave virou. Se é que me entende. Devido aos ensinamentos do Buddha, minha forma de ver a vida começou a mudar e, assim, um tanto de outras coisas também”, conta.

Segundo ele, a carreira é só uma parte da vida. “E, não tem jeito, se não houver um alinhamento entre o que você pensa, fala e faz, essa conta no final não vai bater. A insatisfação vai surgir a qualquer momento. Assim, aconteceu comigo. Não dava para continuar na mesma carreira, fazendo coisas que me deixavam insatisfeito. O apoio que tive surgiu espontaneamente de tantas pessoas que fui encontrando no caminho da busca”, argumenta.

André Britto analisa que nesse processo não ficou parado.  “Fui atrás de ajuda e encontrei muito mais pessoas dispostas a ajudar do que eu imaginava. Minha gratidão profunda a cada uma delas. Mesmo essas pessoas sendo muito importantes, posso dizer que, nos momentos de introspecção mais profundas,  eu estava só para decidir. Eu sempre estou muito bem acompanhado, mesmo estando sozinho. Carrego muitos amigos e seus ensinamentos onde quer que eu vá”.

O contato com a cultura oriental começou desde que André leu o primeiro texto sobre os ensinamentos buddhistas, em 2002. “Algo me tornou ligado às ideias de algumas tradições orientais, mesmo que naquela época eu ainda não conhecesse nada sobre elas” pontua. Hoje, ele é praticante do Buddhismo Theravada, uma tradição antiga do Buddhismo, mas bastante importante até hoje.

Olhar para dentro

Atualmente, André compartilha a sua experiência espiritual no instagram, por meio do perfil “Olhar para Dentro”.  Segundo ele, o projeto surgiu a partir de uma sessão de coaching.

“Falei para meu coach, Marcelo Gurgel , sobre a minha vontade de expressar alguns pensamentos.  Ele, que já fazia e faz isso muito bem, me desafiou. Assim nasceu o perfil. Até hoje agradeço a Marcelo por aquela super sessão”, relembra.

Nesse tempo de publicações,  André Britto avalia a percepção dos seguidores como muito heterogêneas.  “Mesmo o perfil tendo poucos seguidores, vejo que há pessoas que me seguem por afinidade comigo e menos afinidade com os temas. Outras, ao contrário, gostam mais do que escrevo, mesmo sem saber quem eu sou, e outras pelos dois aspectos. As redes sociais têm uma dinâmica incrível. Ainda estamos só começando a entendê-las, apesar dos muitos estudos que já existem”, pontua.

 Coach

André atua como coach. Diante do questionamento do Portal Vip sobre a “vulgarização” da palavra coach e sobre o segredo para manter a credibilidade, André responde que não há segredo, mas dedicação.

“Pra mim, qualquer um que queira ser um bom coach deveria conhecer o mais profundamente possível a sua própria jornada de transformação. A pessoa que se transformou em coach só por moda ou com finalidade de ganhar dinheiro, geralmente, não posso dizer que são todos, mas a grande maioria, não acessa o que há de mais profundo e precioso no cliente”, pontua.

“Ele provavelmente não acessou aquilo de melhor que ele tem em si, como vai ajudar os outros?”, questiona André.

Ele acredita que são esses os profissionais que vulgarizam o processo de coaching, que pode ser muito profundo e poderoso. “Como estudante de psicologia, não poderia deixar de mencionar outro ponto importante que é o estudo sobre o funcionamento da mente humana e as questões ligadas à personalidade, psicologia e comportamento. Isso também cria um grande diferencial”, destaca.

Propósito de vida

Diante de uma mudança tão radical, pedimos a André um conselho para os nossos leitores que ainda não encontraram um propósito de vida.

“Meu principal conselho é: entenda primeiro o porquê de você querer ter um propósito de vida. Foi porque alguém te falou sobre isso? Você leu em algum lugar? O que você sente em seu corpo quando você se diz sem propósito? Quando você tiver certeza que tem um bom motivo para procurar, então, você estará pronto para começar a sua busca. Talvez, agora, você precise descobrir outros aspectos de sua personalidade e a partir daí você poderá se posicionar na vida. Com o tempo, o propósito talvez surja lá do fundo, naturalmente. Fiquem todos em paz”, aconselha.

Por José Rivaldo Soares, da equipe VIP.

 

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