Aprenda a customizar as suas roupas e faça bonito

Customizar roupas e acessórios virou tendência. A prática é acessível a todos, garantindo peças exclusivas no guarda-roupa

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Com a indústria da moda trabalhando a todo o vapor, há quem prefira fazer uso de técnicas simples para compor o seu estilo de forma criativa e com baixo custo. É assim que a customização gera um novo conceito de moda, mais sustentável e democrático, no qual os consumidores são estilistas de si próprios e usam a imaginação para criar ou adaptar tendências. Individualização e personalização se tornam cada vez mais evidentes no ato de se vestir.

A palavra customização deriva da expressão americana “custom made”, que significa “feito sob medida”. Com criatividade e materiais simples como paetês, tachas, termocolantes, correntes, patches e tantos outros, é possível colocá-la em prática em quase todos os tipos de peças e acessórios. Uma bolsa lisa pode ganhar novo visual ao ser incrementada com tachas douradas; calças podem receber rasgos estratégicos e patches nos bolsos traseiros; camisetas com manga podem se tornar regatas cheias de identidade.

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A estudante de Moda, Débora Almeida, 26, é adepta da customização e há cerca de oito anos vem reaproveitando as peças do guarda-roupa com o “do it yourself”. Atenta ao universo da moda, pesquisar sobre tendências faz parte do seu cotidiano.

“Sempre gostei de ter algo com personalidade, que fosse único, e reaproveitar peças que não utilizava tanto”, conta.

Para ela, estar na moda “é vestir algo que tenha a ver com o seu estilo e personalidade, se sentir bem com as peças que escolheu e adaptar às tendências da melhor forma”. E a inspiração, segundo Débora, pode vir de vários lugares: de revistas e sites de moda e street style, a roupas que vemos nas vitrines de lojas.

Transformar peças de roupa para reaproveitá-las ou adaptá-las a um estilo não é algo novo. Ainda nos anos 60 é possível observar tendências de customização, como a produção de peças artesanais e o desenvolvimento de técnicas de tingimento de tecido, o chamado tye-die.

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Como surgiu

É somente no final da década de 90 que a onda surge no Brasil, época em que comportamentos mais individualistas começam a ganhar força em todo o mundo, e o consumidor, por sua vez, é encorajado a vestir-se de acordo com seus próprios referenciais. Até os anos 80, ainda era forte a presença das tribos urbanas, onde a ideia de pertencimento a determinado grupo era preocupação central do indivíduo, o que se refletia no mundo da moda.

O fenômeno da customização ganhou tanta proporção que algumas lojas identificaram como uma oportunidade de negócio. Marcas famosas e grifes de luxo investem ou já investiram em algum momento em peças personalizadas de acordo com o consumidor.

Ainda de forma tímida, o público masculino também se faz presente na hora da customização. Danilo Braga, 19, que desde muito novo cultiva o interesse por moda, é exemplo da participação ativa dos homens e da essência democrática do ato de customizar. Ele conta que utiliza a prática como forma de autenticidade, e, principalmente, por crer no consumo consciente, o que evita compras excessivas e diminui as agressões ao meio ambiente, geradas pelo desperdício e pela produção desenfreada das indústrias.

Questionado sobre a crescente participação do público masculino no universo da moda, Danilo acredita que o preconceito, apesar de ainda existente, está cada vez mais perto do fim.

“Países como Itália, Estados Unidos e França possuem eventos de moda voltados apenas para o público masculino. É tão legal ver a diversidade das peças, estilos e ideias. É inspirador!”, disse.

Para quem está cansado das peças no armário e quer se reinventar, é possível encontrar uma série de sites e vídeos no Youtube com dicas sobre o tema. Mas a principal, é saber que no mundo da moda e da customização não deve haver regras, mas autenticidade e bem-estar.

Por Layanna Machado, da equipe VIP

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