Circo: alternativa de exercício físico tem atraído aracajuanos

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Na procura por uma vida saudável, as escolhas são variadas e o exercício é uma parte essencial desse processo. Enquanto alguns preferem as alternativas mais tradicionais com uma dieta regrada e uma rotina na academia, outros preferem ficar suspensos de cabeça para baixo num tecido a poucos metros do chão.

Apesar de parecer novidade, a arte do circo está presente em Sergipe há muitos anos. Tudo começou na Rua Casa da Cultura, que dava aulas na Praça Carmerino, no Centro, para diversas turmas, assim apresentando o mundo circense ao grande público e criando novos professores da modalidade. Uma das ex-alunas, a professora de circo Fabrícia Alves, continua a carreira, e hoje em dia dissemina a arte para cada vez mais pessoas.

“Eu conheci o circo com 15 anos de idade na Rua Casa da Cultura, a partir daí fiz parte de algumas companhias de circo”, conta Fabrícia.

“Antes eu cursava Ciências Contábeis, e justamente por conta do circo mudei para o curso de Educação Física na Universidade Tiradentes, onde sou formada, e desde então faço parte da companhia de circo Três Marias”, explica.

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Na aula, são três aparelhos: o trapézio, comum no imaginário de qualquer público do circo, o tecido e a lira, uma grande argola suspensa – onde os alunos devem misturar graça, força e equilíbrio para um bom desempenho. E não é só para fazer a linha artística, a atividade também cria muita força muscular, flexibilidade e melhora a coordenação.

E o melhor de tudo: não tem idade, peso, ou gênero que impeça o picadeiro de fazer parte da rotina dos interessados. “Todo mundo pode fazer: homem, mulher, criança, idoso”, explica Fabrícia.

“Desde que não exista restrição médica, como por exemplo, pacientes com labirintite que não podem ficar de cabeça para baixo, já que é algo que fazemos muito na modalidade”, aconselha.

Para a aluna de circo Mirelle Bastos, 30, a descoberta da modalidade foi valiosa. “Eu estava buscando por algo fora do comum que também trouxesse o benefício físico”, conta Mirelle.

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“Já sinto muita diferença tanto no corpo e na resistência, faço coisas que não imaginei ser capaz de fazer, nem a dor, nem o cansaço me fazem querer desistir, pelo contrário: eu quero sempre mais, quero ser sempre melhor”, motiva Mirelle.

Com o Dia do Circo comemorado no dia 27 de março, vale a pena conhecer um pouco mais da modalidade e garantir uma aula experimental. As aulas de circo acontecem no Studio XIX, localizado na Rua Joana de Souza Bomfim, 216, no Inácio Barbosa e podem ser agendadas pelo telefone: (79) 998015454.

Por Amanda Magalhães, da equipe VIP

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