Cirurgia de reconstrução mamária favorece autoestima das mulheres

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O câncer de mama é o segundo mais comum em mulheres. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer – INCA, para os anos de 2018 e 2019, espera-se quase 60 mil novos casos da doença.

A retirada total ou parcial da mama é uma das formas de tratamento. Procedimentos que tiram a doença, mas que, além de deixarem marcas, podem tirar a autoestima.

De acordo com o cirurgião plástico do Decós Day Hospital, Dr. Fernando Araújo , a reconstrução pode ser feita nos mais diversos casos. “A reconstrução é indicada nos casos em que haja significativa assimetria, pode ser feita no caso da mastectomia em que toda a mama é retirada, mas também é possível fazer em casos menores em retiradas de quadrantes, por exemplo. O intuito é não deixar uma diferença significativa entre uma mama e outra”, explica.

Quando se fala da reconstrução mamária não se deve pensar em estética, pois é um procedimento que favorece diretamente a autoestima das mulheres. “Além da mulher estar pensando no risco de perder a vida, passando por um tratamento doloroso, ela está perdendo uma parte do seu corpo, então é um prejuízo ainda maior, por isso que é possível dizer que a cirurgia de reconstrução contribui sim com a autoestima das pacientes, melhora a questão psicológica delas”, garante o especialista do Decós Day Hospital.

A cada ano as mulheres que lutam contra o câncer de mama recebem novos avanços da medicina que contribuem com o tratamento. “A medicina tem sim avançado no quesito reconstrução mamária, tanto na parte de materiais como os expansores de tecidos e implantes mamários de silicone. Alguns métodos ainda não funcionam em Sergipe, mas é uma questão de tempo de chegar aqui, porque já vem sendo usado fora como matriz dérmica, a exemplo do enxerto de gordura que vem se falando muito”.

O especialista explica os dois caminhos mais utilizados na reconstrução mamária. “Existem duas formas: uma utilizando o próprio tecido do paciente que pode ser da mama, do abdómen, das costas ou de outra região do corpo, neste caso trata-se de um tecido autógeno, ou seja, da própria pessoa. Outra forma é com material aloplástico aí se enquadram as próteses e os expansores”.


Quando fazer a reconstrução?

De acordo com Dr. Fernando Araújo, o estado da paciente deve ser avaliado como elemento de escolha sobre o momento de fazer a cirurgia de reconstrução. “O ideal é que seja feita de forma imediata à retirada, mas vai depender de caso a caso. Às vezes a paciente não tem condições clínicas de se submeter a outra cirurgia, o que importa é o estado de saúde da mulher. É importante lembrar também que podem ser necessárias várias cirurgias para concluir a reconstrução”, ressalta.

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