Como diferenciar COVID-19 de outras doenças respiratórias

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Deu início o período mais chuvoso do ano, e com ele, surgem doenças respiratórias ou se agravam quadros de pessoas alérgicas e asmáticas. Mas como diferenciar o novo coronavírus, cuja pandemia vem numa curva ascendente em nosso Estado, de outras doenças das vias respiratórias.

De acordo com o otorrinolaringologista do Decós Day Hospital, Dr. Nelson D’Ávila Melo, um sintoma típico da COVID-19 é a febre. “Quadros de rinite e sinusite, por exemplo, não costumam apresentar febre. Estas alergias geralmente apresentam coriza, entupimento nasal e espirro”, detalha Dr. Nelson.

Somente a presença de tosse também não é um indício único para coronavírus. “Faringite e laringite costumam apresentar tosse seca, que é um sintoma de COVID-19, mas não chega a se ter falta de ar, como pacientes acometidos pelo vírus”, distingue o médico.

Para pacientes asmáticos, que são do grupo de risco, o alerta é ainda maior. Manter o tratamento com as medicações prescritas pelo médico é o melhor caminho, além do essencial afastamento social. As bombinhas utilizadas pelos asmáticos devem ser seguidas à risca.

Orientações e teleconsulta

Antes de sair de casa na busca de um atendimento clínico, é importante obter a informação se o seu médico realiza teleconsulta, liberada pelo Conselho de Medicina para esta época de pandemia. Então dúvidas simples para diferenciar resfriados, gripe e alergias de COVID-19, podem ser inicialmente esclarecidas via teleconsulta.

Pacientes idosos, asmáticos, com bronquites, comorbidades ou imunodeprimidos devem evitar sair de casa se não tiver um agravamento urgente. “No outono e inverno há maior frequência de doenças oriundas de infecções virais (gripe e resfriado), bem como as bacterianas (otite, sinusite), então é preciso ter cuidado e buscar auxílio para diferenciar tais quadros de COVID-19”, alerta o otorrinolaringologista.

É fundamental que as pessoas saibam quais são os grupos de risco e quais são os sinais de alarme para procurar atendimento médico. A atenção deve ser redobrada em casos de febre por mais de 48 horas, falta de ar, esforço para respirar, pele pálida ou azulada, náuseas e vômitos.

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