Comunicação personalizada: a relevância do marketing one to one

0
Exemplo da Coca-Cola de marketing one to one. Mensagem que funciona bem em países latinos.

Ser único, obter reconhecimento e descobrir novos meios que facilitem a própria vida são os desejos de cem, entre cem pessoas. A ideia de falar de um para um (marketing one to one), ou para grupos cada vez menores e com afinidades maiores, nos leva a questionar o que aprendemos nas academias e faculdades sobre comunicação de massa.

Sim, ela continuará existindo, porém, com uma audiência e relevância menores. Isso porque precisamos encarar os fenômenos sociais e a interferência tecnológica em nosso cotidiano.

A individualização do ser humano o faz buscar por conteúdos de seus interesses pessoais, o que vem gerando uma transformação muito grande nos mercados de propaganda e comunicação em geral.

Agora mesmo, enquanto escrevo este artigo, meu filho de sete anos assiste a um jovem YouTuber que está dando dicas de jogos online. Estou planejando um jantar para logo mais e tenha certeza, vou correr no Google para conferir umas receitas práticas.

Então, se o melhor que a sua marca tem a oferecer for um conteúdo puramente comercial, esqueça! A neurociência, e para alguns, o neuromarketing, explica: nossos sentidos e funções cognitivas como a audição, visão, memorização, pularão este capítulo de alguém que deseje lhe vender algo sem estabelecer uma relação de admiração ou confiança.

Selecionamos, mais do que nunca, as experiências e marcas que farão parte da nossa rotina. Recordo do refrão da música ‘Admirável Chip Novo’, da roqueira Pitty:

“Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste, viva”

Ao ler ou ouvir este trecho, um sentimento de alguém que deseja ditar o meu modo de viver, invade. Automaticamente, haverá marcas, que de tanto cantarem esse mesmo refrão, se tornarão  “spans” no meu volume gigante de informações a processar por dia.

Diante deste contexto, nunca vi tanta necessidade de personalização das mensagens como nos dias atuais. O cliente precisa se enxergar como remetente especial do conteúdo que você e a sua empresa têm a ofertar. Para isso, conhecê-lo é essencial.

Quais são as atividades profissionais das pessoas que se interessam por seus produtos e serviços? O que elas bebem, comem, o que vestem, onde fazem check-in nas redes sociais, quais as marcas que mencionam nestes mesmos meios, o que valorizam? Essas informações estão disponíveis a ‘0800’.

O CRM que conhecemos também mudou por completo. O Customer Relationship Management (CRM) tem o desafio de promover uma gestão de relacionamento com o cliente muito mais profunda, que vai além de gerir contratos, eventos e ações. A comunicação empresarial e o trabalho de sucesso de uma área de assessoria de imprensa e comunicação estão cada dia mais casados com um Social CRM eficiente, cujo mercado já dispõe de sistemas para este fim: para monitorar, captar dados e estruturar conteúdos inteligentes, que correspondam aos interesses do seu público-alvo.

Oferecer este conteúdo de alto valor agregado pode ser considerada uma das ferramentas mais poderosas para conquistar consumidores, especialmente no foco de se construir uma relação sólida com o seu público, tendo, assim, a chance real de melhorar a performance das suas vendas.

E é bom lembrar: o cliente que está na sua base precisa ser referenciado, estimulado, pois além de ser um investimento mais barato do que captar um cliente novo, a satisfação e recomendação do seu consumidor, é o melhor marketing que a sua empresa pode fazer.

Já a insatisfação e o ativismo digital dessas pessoas contra a sua marca, bem, este é um tema para ser trabalhado no próximo artigo, sobre gerenciamento de crises, e o quanto esses casos impactam negativamente no seu negócio, no seu caixa e no valor de marca.

 

Deixe uma resposta