Conquista de direitos: pessoas trans têm acesso à saúde

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Receber cuidados médicos é desafio para transexuais. Mas mulheres e homens transexuais de Sergipe, além de travestis, têm um bom motivo para comemorar. O Ambulatório de Saúde Integral da Pessoa Trans, administrado pelo Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Sergipe, Campus de Lagarto, promove atividades destinadas a atender a população trans do Estado.

O ambulatório existe desde 2016 e funciona no segundo andar da Galeria Comercial José Augusto Vieira, localizado na Rua Doutor Laudelino Freire, 184, no Centro de Lagarto. Atualmente são atendidas regularmente 60 pessoas, e semanalmente, novas vagas são abertas.

Mutirão

Iniciativas voltadas para o público trans também são realizadas em ações pontuais, como no Multirão Nacional dos Hospitais Universitários da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Duas edições aconteceram este ano no município de Lagarto.

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Hortensia Maia, ginecologista, junto à equipe de atendimento às pessoas trans

Durante o mutirão, os usuários contam com consultas ginecológicas, fonoaudiológicas, terapia ocupacional, nutrição, consultoria e orientações sobre nome social e outras questões sobre processo transexualizador.

A ginecologista Hortensia Maia é uma das profissionais que atende no mutirão. Militante da causa Trans, a médica destacou que abraçou a iniciativa. “Tem sido uma trajetória de muito aprendizado e tomada de consciência. Eu passei a experienciar o verdadeiro sentido do amor, aprendi a amar a alma, independente do corpo que a carrega”, ressaltou a médica.

Dados alarmantes

De acordo estatísticas da Associação Nacional de Transexuais e Travestis do Brasil (Antra), a expectativa de vida de uma pessoa transexual ou travesti no Brasil é de cerca de 36 anos – bem abaixo da média nacional, estimada pelo IBGE em 75,2 anos. Ainda segundo a Antra, 90% das travestis e transexuais brasileiras vivem da prostituição.

Por Danielle Cavalcante, da Equipe Vip

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