Conteúdo: o coração da estratégia digital

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Existe estratégia digital sem conteúdo? Como diz no refrão de Claudinho e Buchecha: “avião sem asa, fogueira sem brasa, sou eu, assim sem você. Futebol sem bola, Piu-piu sem frajola…”

Sim, falta um braço, uma perna, o conjunto não se completa. Entregar conteúdo de relevância além de poder otimizar a encontrabilidade orgânica de sites (SEO), promove relacionamento e experiências mais profundas com a audiência.

Mas parece que o conteúdo não vem tendo sua devida importância com grande parte das marcas. O sonhado lead qualificado poderá ser atraído pela utilidade de uma boa redação, que se oferta gratuitamente. Conhecimento e aprendizado são instrumentos que empoderam as pessoas e elas se tornam assíduas e gratas, quando uma empresa se preocupa em fornecer possíveis soluções e reflexões acerca dos seus problemas.

Seja através de um plano editorial para as mídias sociais, somado a inbound marketing e/ou assessoria de imprensa, o conteúdo é a ‘voz oficial’ de uma marca e precisa ser projetado com expertise. E todo cuidado é pouco no quesito jargões comerciais no texto. É igual a “aumenta a minha marca na peça!”. Tenha cada vez mais certeza: o olhar do seu cliente foge de qualquer contexto que pareça propaganda.

E isto eu já venho alertando nossos assessorados e clientes de consultoria. Como neste artigo, onde no item 2, relatei como apostar em conteúdo estratégico ao invés de propaganda.

Com a crescente migração dos investimentos de marketing para o mercado digital, onde Google e Facebook representam juntas, 20% dos investimentos em publicidade no mundo, vale repensar o modus operandi de suas ações onlife (offline e online).

Ecos atuais

A falta de bons conteúdos de marcas está refletida na decisão – acertada – de Mark Zuckerberg em alterar novamente o algoritmo do Facebook. Na última quinta-feira, 11, tal qual um Dath Vader perseguidor de Jedi, ele surgiu afirmando que irá priorizar mais a experiência pessoal, do que, o contato com empresas.

A priori, parece uma definição arbitrária, visto que o CEO da maior mídia social do mundo, pôs anunciantes na parede.

Como pedra fundamental, o motivo de existência do facebook é justamente promover o engajamento entre pessoas, proporcionando um tempo com boa experiência e descobertas.

Mas, conforme anunciado por Mark, aumentou muito a taxa de usuários descontentes com o excesso de publicações invasivas e, por isso, em 2018, o algoritmo do face irá oferecer no feed muito mais posts de perfis pessoais, do que empresariais.

Mark,o Darth Vader do mercado digital

E agora?

Eu sei o quanto é desafiador aprender uma nova forma de propagar bens e serviços. Exige disposição, energia criativa, investimento e capacidade perceptiva. Nem sempre, mergulhados na operação do cotidiano, encontramos este fôlego. É preciso manter a cabeça aberta e testar. Só na validação de testes será possível aprender.

Pois não há uma fórmula mágica em marketing e comunicação. Existe intuição, pesquisa, comparação com a grama do vizinho, mas cada instituição tem suas particularidades, sua cartela de produtos e pessoas, sendo estas últimas, as que farão toda a diferença no resultado final.

Busque os profissionais que mais se alinham em valores com você. Esteja certo de que uma agência ou colaboradores diretos, precisam estar atualizados com o mercado, dispostos a pôr a mão na massa e com uma vontade absurda de acertar.

E caso o conteúdo ainda não esteja no centro da sua estratégia, reflita como você adquire produtos e serviços. Quais as motivações têm? Em quais meios e canais busca informação para concretizar suas ações. É uma jornada. É essencial compreender cada etapa e melhorar a médio e longo prazos, as performances de vendas e índices de satisfação com o seu cliente.

Estimo muito sucesso!

Shirley Vidal

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