Costureira reaproveita roupas para moradores de rua

Através de tutorial ensinado num programa de TV, Cecília Oliveira aprendeu a novidade e quis aplicar de forma solidária: ajudando aos que não têm onde morar e o que vestir

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Essencial para o mundo da moda, a criatividade permite o lançamento de tendências e de produtos que irão ditar o que deve, ou não, ser seguido pelos antenados à ela. Mas dentro desse segmento, a criatividade pode ter um significado ainda maior, sabia?

É possível, sim, relacionar a criatividade à solidariedade. Foi o que fez a aposentada e costureira Cecília Oliveira Santos, de 60 anos. Assistindo ao programa de TV ‘É de Casa’, da Rede Globo, ela aprendeu a reaproveitar roupas velhas, como camisas masculinas, transformando-as em novas peças para crianças e mulheres.

“Eu vi e gostei, então resolvi fazer igual, só que não para mim e sim para crianças de rua. Quando essa ideia apareceu na minha vida eu pensei não só em ajudar, mas também em me distrair, porque eu gosto de costurar e a minha mente fica trabalhando”, afirma.

fotos-transformacao-2Ajudar ao próximo

Cecília conta que não foi difícil transformar os materiais, já que ela sabe costurar desde criança e sabe também fazer outros tipos de vestimentas. Foi desde pequena que ela aprendeu também o sentido de ajudar ao próximo, independentemente da situação.

“Eu me lembro que uma vez eu vi uma mãe de rua batendo numa criança, na filha dela, então eu puxei a minha carteira de identidade e falei que eu era do Conselho Tutelar porque eu não queria ver aquela criança sendo agredida. E assim foi toda minha vida, sempre intervindo onde eu achava que devia”, relembra Cecília.

Assim que aprendeu a transformar as roupas para ajudar os mais necessitados, a aposentada diz que contou também com a ajuda da filha dela, que divulgou o trabalho nas redes sociais, pedindo também novas doações para que a mãe pudesse continuar o trabalho solidário.

“Jesus nos ensina a ter caridade, a olhar o irmão, olhar o próximo, então eu aproveito o meu conhecimento para ajudar o próximo e as pessoas poderiam também usar seu tempo, sua disponibilidade e o seu talento para dispor a alguém. Faz bem à alma”, acrescenta a aposentada.

 

Por Danielle Menezes, da equipe VIP

 

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