Cupuaçu: fruta amazônica é disputada por ‘chocolatiers’

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Foto: Be Brasil

No início dos anos 2000, chocolatiers e empresas de todo o mundo descobriram o cupuaçu, e começaram a fazer experiências com a fruta amazônica. Até então, esse primo relativamente desconhecido do cacau era pouquíssimo usado fora do Brasil.

Mas agora, inúmeros chocolatiers renomados, como a francesa Marie Monmont, têm assinado criações tendo o cupuaçu como ingrediente principal. Sinônimo de diversidade, a Amazônia brasileira virou a fonte das descobertas de novos “super” ingredientes durante a última década.

O sucesso internacional do açaí é prova disso. E tudo indica que o cupuaçu deve seguir uma trajetória similar. Com uma polpa doce e cremosa, o cupuaçu é popular no Brasil há décadas. No início, a fruta era mais usada na cozinha amazônica e nortista, mas também conquistou a indústria do chocolate no Brasil inteiro.

A versão mais comum é como uma geleia em chocolates ao leite recheados. Nos últimos anos, o sucesso tem se estendido a diversos outros países, graças a suas propriedades antioxidantes.

O cupuaçu é rico em gordura, fibras e vitaminas naturais. Somadas à textura cremosa, a fruta tem sido aclamada por chocolatiers. Monmont, por exemplo, passou três anos na Amazônia, trabalhando com produtores locais e fazendo experiências com cupuaçu. Ela logo assinou um acordo com um produtor, que exporta a fruta até a Nova Zelândia, onde ela mora.

Lá, ela produz um chocolate de altíssima qualidade, vegano e orgânico. Hoje, o cupuaçu é visto por mestres da indústria do chocolate como uma alternativa natural ao cacau. A fruta brasileira tem ganhado mais adeptos em relação à alfarrobeira por ser mais versátil e ter mais sabor.

Lutas por patentes

Em 2003, a empresa japonesa Asahi Foods Co esteve no centro de uma polêmica ao ser acusada de biopirataria. Asahi registrou a patente do nome ‘cupuaçu’, o que impedia qualquer outra empresa de exportar a fruta chamando-a pelo nome correto. Mas uma rede de mais de 500 associações amazônicas, em parceria com instituições multilaterais e ONGs resolveram o problema.

Para chocolatiers, o cupuaçu é uma nova e intrigante matéria-prima. Monmont é apenas uma de dezenas de profissionais importando e criando com o cupuaçu. Isso inclui grandes atores do mercado, como a empresa brasileira Amma, que vem galgando uma posição de liderança mundial em chocolates com cupuaçu. Graças à Amma, a fruta tem conquistado influência no mundo inteiro. Em 2014, o renomado britânico Marc Demarquette começou os seus experimentos com o sabor da Amazônia.

Via Be Brasil

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