Dermatologista tira dúvidas sobre calvície e queda de cabelo

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Os cabelos podem ser longos, curtos, cacheados ou lisos, não importa o tipo, quando se fala nas madeixas há sempre uma preocupação com a aparência. E quando começam a apresentar queda excessiva mexem com a vaidade de homens e mulheres, gerando dúvidas, preocupações e o medo da calvície.

Apesar de ser comum, o assunto é cercado de dúvidas, especialmente em relação às causas do enfraquecimento dos fios capilares e a consequente perda deles. A calvície é determinada geneticamente e pode ser precipitada por medicamentos, perda de peso e mudanças hormonais. Os cabelos entram numa fase de “descanso prolongado”, demoram mais a crescer depois que caem e tornam-se progressivamente mais curtos e finos.

De acordo com a dermatologista do Decós Day Hospital, Thâmara Morita, cerca de 10% das mulheres já apresentam sinais de calvície por volta dos 20-30 anos. Já os homens, mais de 50% apresentam algum grau de calvície acima dos 50 anos. É frequente observar casos que se iniciam logo após a puberdade. Em geral, quanto mais cedo ela se inicia, mais grave tende a ser.

“A patologia é mais comum nos homens do que nas mulheres, porque os homens possuem mais testosterona e di-hidrotestosterona, que são hormônios envolvidos na fisiopatogenia dessa doença. Os hormônios masculinos agem não só diminuindo a produção dos pelos, mas também na glândula sebácea anexa ao pelo, aumentando a oleosidade”, destacou.

Sinal de alerta

O esperado é que sejam perdidos de 50-100 fios de cabelo todos os dias, embora esse número possa variar a depender da fase do ciclo do pelo. Uma perda acima deste número, já representa uma quantidade excessiva e é um alerta para um tipo de queda chamada de eflúvio telógeno. “Já a calvície, que chamamos de alopecia androgenética, é percebida com o afinamento dos fios que se inicia na fronte e nas têmporas. Já nas mulheres, a calvície se manifesta no centro do couro cabeludo, a risca fica mais aparente e alargada. Uma perda súbita, na qual surgem placas totalmente desprovidas de pelos no couro cabeludo, barba, ou mesmo em cílios e sobrancelhas, é um sinal de alerta para um outro tipo de queda, a alopécia areata”, explicou a dermatologista.

E os produtos químicos?

A especialista ressaltou que os procedimentos químicos e uso excessivo de calor  contribuem para um tipo de queda, que é chamado de alopécia química. Em geral, são pacientes que se queixam de que o cabelo não cresce. Mas, na verdade, o que acontece é que as altas temperaturas e os alisantes com pH muito ácido provocam a fratura da haste do fio.

Hábitos que podem acelerar a queda dos fios

Dietas muito rígidas com perda rápida de peso, uso de anabolizantes e suplementos com andrógenos por pessoas que praticam atividade física. O uso frequente de boné ou capacete pode estar associado ao desenvolvimento de oleosidade e seborréia, que favorecem a queda dos fios.

Calma, tem tratamento!

De acordo com a dermatologista do Decós, ainda não é possível prevenir a calvície, o objetivo do tratamento é interromper a sua evolução e promover o crescimento dos fios perdidos. “O melhor efeito deles é percebido quando iniciados assim que a queda é percebida. Já está comprovado também que a combinação dos tratamentos, por exemplo, tópicos e sistêmicos, é superior a usar somente um dos dois”.

Dicas

Dra. Thâmara Morita alertou que medidas simples do dia a dia podem ser adotadas para diminuir a queda excessiva de cabelo, algumas delas são: evitar prender os cabelos em penteados e coques muito apertados; evitar o uso excessivo e frequente de fontes de calor (como chapinha e secador); evitar fazer duas químicas diferentes no mesmo dia (como coloração e alisamento) e, de preferência, espaçar as suas aplicações ou mesmo evitar seu uso.

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