Divaldo Viana: estilista sergipano conquista mercado da alta costura

Dos desenhos de vestidos para princesas aos croquis de noivas

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O estilista sergipano Divaldo Viana deu seus primeiros passos ainda criança, aos quatro ou cinco anos de idade. Os desenhos iniciais eram inspirados nas princesas dos contos de fadas e castelos. Aos 17 anos, o jovem começou a carreira unindo o talento para o desenho com a costura.

Viana relembra que a pouca idade atrapalhou no início da carreira. “No inicio,  foi muito difícil entrar no mercado de noivas porque eu era muito jovem. Era difícil as pessoas confiarem a confecção de vestidos de noivas a mim, justamente, por conta da minha pouca idade. Aos poucos, demonstrando meu trabalho, fui conquistando meu espaço”.

Atualmente, o ateliê conta com clientes de todas as partes do país e até mesmo de outros países. Segundo Divaldo, a receptividade do seu trabalho tem sido positiva.  “Elas têm aderido ao meu estilo, a minha forma de trabalhar, e ao estilo dos meus vestidos”, explica.

Ele justifica que as  redes sociais são uma excelente ferramenta para a difusão do trabalho. “É uma forma muito fácil de chegarmos a outros locais. Hoje, tenho clientes solicitando orçamento de outros estados e países”, comenta.

O processo criativo das peças é personalizado e a conversa com a cliente definirá como o modelo será desenhado e executado. Ao chegar ao ateliê, Divaldo atende a cliente, levanta informações sobre  a ocasião que a peça será usada, horário. O estilista analisa tom de pele, tipo físico, para saber o que se encaixará melhor, tudo isso respeitando o gosto da cliente.

”Temos uma conversa e ajustamos para chegar a um modelo criado por mim. Depois disso, a gente seleciona cor, tecido. Tudo isso é mostrado para a cliente, depois de escolhidos esses detalhes, o vestido vai para confecção no ateliê.” Todas  as peças têm o corte de Divaldo, mas ele soma à sua equipe costureiras e bordadeiras que auxiliam na montagem das peças.

O estilista explica que a moda festa está cada vez mais clássica. “O olhar tem se voltado muito para o clássico, tem surgido a tendência de peças mais lisas. Em contrapartida, os bordados e as rendas continuam em alta em peças mais fechadas que se tornam mais clássicas e são elegantes”, explica Divaldo.

Viana é criterioso ao escolher os tecidos para confeccionar suas peças. “O material que trabalho no ateliê, em geral, vem de fora. Tanto os nacionais quanto os importados compro fora daqui. Usamos rendas francesas, cristais tchecos e outros materiais”.

 

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