Doenças inflamatórias intestinais: conheça os sintomas e fique por dentro das formas de tratamento

Como nem sempre os sintomas são claros, não é raro ver pessoas levando dez anos para receber o diagnóstico, atraso que compromete a qualidade de vida do paciente. 

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Dores abdominais, alteração do hábito intestinal, perda de peso repentina, cansaço e até fraqueza. Esses são alguns dos sintomas das doenças inflamatórias intestinais (DII), que costumam acometer na grande maioria dos casos pacientes jovens, em fase ativa, principalmente a partir dos 30 ou 40 anos, mas também ocorrem em crianças e idosos.

Muitas vezes é assim que se manifestam as doenças inflamatórias intestinais (DII), conjunto de distúrbios cuja incidência vem crescendo mundo afora. As principais são a Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa.

De acordo com o médico coloproctologista Dr. Rodrigo Britto, que integra o corpo clínico do Decós Day Hospital, em Aracaju, ultimamente está havendo um aumento na incidência no Brasil e no mundo. “A retocolite ataca mais o intestino grosso, enquanto o Crohn pode afetar o sistema digestivo e também outros locais, como pele, olhos e articulações. O que percebemos é que há um aumento no número de casos em nosso país, bem como no mundo”, explica.

A teoria mais aceita é que a inflamação crônica é resultado de uma reação exagerada do sistema imune à flora intestinal. Como nem sempre os sintomas são claros, não é raro ver gente levando dez anos para receber o diagnóstico, atraso que compromete a qualidade de vida do paciente. A demora no diagnóstico nesses casos traz complicações potencialmente fatais, sendo que uma das ameaças que as pessoas com DII enfrentam é o maior risco de câncer colorretal

“O diagnóstico é feito através de consulta com especialista, que pode ser um proctologista ou mesmo um gastroenterologista.

Exames também são importantes na busca de um diagnóstico preciso, a exemplo de colonoscopia com biópsia. Já o tratamento consiste no uso de medicações (salicilatos, corticóide e imunobiológicos), e em alguns casos, cirurgia e cuidados nutricionais”, ressaltou o médico.

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