Ecoturismo em Sergipe: do litoral ao sertão

Com forte veia turística, o estado também atrai visitantes que buscam aliar os passeios à natureza e à prática de esportes junto às paisagens naturais

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Lagoa Redonda, em Pirambu: dunas, lagoas e muitas paisagens naturais (Foto: César de Oliveira)

Nem só de praias, bares e monumentos culturais vive o turista que visita Sergipe. Quem vem de fora – e também os moradores do estado – tem buscado numa nova modalidade de turismo, mais ecológica e voltada à prática esportiva junto à natureza.

Chamado de ‘ecoturismo’ ou turismo ecológico, este tipo de passeio significa praticar toda e qualquer atividade turística que se desenvolve sem alterar o equilíbrio ao ambiente, evitando danificar a natureza, além de buscar o fomento à educação ambiental na sociedade.

A modalidade turística une o conhecimento de novas paisagens naturais, a história e transformação delas, às práticas esportivas, que podem ser a caminhada, corrida, as famosas trilhas e ainda passeios de bicicleta, por exemplo. Sempre, claro, respeitando os limites da natureza.

Serra de Itabaiana proporciona contemplação à natureza através de práticas esportivas (Foto: ICMBio)
Serra de Itabaiana proporciona contemplação à natureza através de práticas esportivas (Foto: ICMBio)

Região Serrana
Em Sergipe, um dos locais mais procurados para a prática é a Serra de Itabaiana, a 40 quilômetros de Aracaju. Localizada nas imediações da BR 235, na cidade de Itabaiana, Agreste sergipano, o parque possui espaços para trilhas e outros esportes radicais, além de oferecer belezas naturais como poços, cachoeiras e paredões rochosos.

O acesso é livre e as excursões costumam custar entre R$ 50 e R$ 100, a depender dos serviços oferecidos, como transporte, lanches equipamentos de suporte ao passeio. Estudante de biologia, Danilo Nascimento costuma frequentar o parque para realizar pesquisas.

“Os estudantes de cursos relacionados ao meio ambiente costumam ir à Serra de Itabaiana para fazer alguns estudos, como é o meu caso. Pesquiso alguns tipos de plantas e de vez em quando faço trilhas por lá, no intuito de catalogá-las. Aproveito, claro, pra passear e tomar um banho de cachoeira”, explica.

Ainda em Itabaiana, é possível visitar a região dos Poços, onde fica o Poço da Ribeira. Para chegar lá, é preciso fazer uma espécie de rally ecológico pelo acesso, que não é nada fácil. Ao fim da estrada, é possível ver um poço de águas escuras com entorno de paredões de cerca de 70 metros. Este destino, menos conhecido, não costuma ser praticado por agências de viagem, mas sim, por grupos específicos de trilhas.

Outro ponto de turismo ecológico do município é o Parque dos Falcões, o único autorizado pelo Ibama  para a recuperação e criação em cativeiro de aves de rapina como os falcões, corujas e gaviões.

Lagoa Redonda, em Pirambu: dunas, lagoas e muitas paisagens naturais (Foto: César de Oliveira)
Lagoa Redonda, em Pirambu: dunas, lagoas e muitas paisagens naturais (Foto: César de Oliveira)

Litoral
Saindo da região agreste e passando para o litoral, o grande destaque em Sergipe quando se fala em ecoturismo é a Lagoa Redonda, no município de Pirambu. No povoado, é possível contemplar paisagens ainda pouco exploradas turisticamente, como a sequência de dunas e o mar, rio, cachoeira e as pequenas lagoas.

Os passeios de um dia geralmente custam entre R$ 40 e R$ 60, mas é possível ir por conta própria de carro ou mesmo de ônibus, a partir de um ônibus que sai diariamente do Terminal Luiz Garcia, em Aracaju. Para quem pensa em se hospedar no lugar, há opções convencionais em Pirambu, e para os mais aventureiros, há também um camping do próprio povoado.

Ainda no povoado Lagoa Redonda, os visitantes podem conhecer a Cachoeira do Roncador, localizada na reserva biológica de Santa Izabel. Para chegar lá, é preciso caminhar por cerca de meia hora.

Em Estância, as dunas da Praia do Abaís são são um atrativo para quem gosta de turismo ecológico de praia. Por lá, é possível visitar a Lagoa dos Tambaquis, onde é possível dar comida aos peixes. A distância até o local, partindo de Aracaju, é de 32 quilômetros, mas os passeios não acontecem regularmente, de acordo com algumas agências de viagens. Caso o interessado deseje ir em grupo, é necessário reunir uma quantidade mínima de pessoas.

Cânion do São Franciso, eleito pela revista Viagem Aqui como um dos 31 melhores destinos do Brasil (Foto: Editora Abril)
Cânion do São Franciso, eleito pela revista Viagem Aqui como um dos 31 melhores destinos do Brasil (Foto: Editora Abril)

Sertão
O mais procurado ponto turístico ecológico, quando refere-se ao interior do estado, o Complexo do Cânion do Rio São Francisco é, de fato, um dos locais mais procurados não só pelos turistas, mas também pelos moradores do estado.

A estudante Julianne Bispo é sergipana, mas só teve a oportunidade de conhecer a região recentemente. “Fiquei impressionada com a beleza daquele lugar. Nunca vi nada parecido antes e, sinceramente, me arrependo de não ter ido antes. É encantador, nem parece que é de verdade”, afirma. Em 2009, a revista Viagem Aqui elegeu a região como uma das 31 maravilhas do Brasil.

A região atrai também aventureiros, que desejam desbravar o Velho Chico e suas redondezas, através da prática de rapel, tirolesa, SUP, canoagem, além das trilhas de caminhadas.

As excursões para o local são comuns e frequentes – geralmente aos fins de semana – e custam entre R$ 100 e R$ 120 para um dia de passeio com transporte, passeio de catamarã e, em alguns casos, com almoço incluso. Em alguns passeios, os visitantes também conhecem um pouco da história de Lampião e na sua trajetória pela Rota do Cangaço.

Por Danielle Menezes, da equipe VIP

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