Entenda o autismo e suas características

0
Simbolo do Autismo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um comprometimento que envolve reações sociais e comportamentais.  Entender a pessoa autista é compreender que o distúrbio neurológico pode manifestar-se através da comunicação verbal ou não verbal, bem como também, perceber que o comportamento pode ser repetitivo e estereotipado, sendo que em alguns casos se caracteriza por ser restrito.

O quadro da pessoa com autismo é bastante heterogêneo, apresentado um espectro nas manifestações, por este motivo é denominado de Transtorno do Espectro Autista, que vai desde pacientes menos comprometidos até pacientes com maior grau de comprometimento, caracterizando, portanto o TEA em leve, moderado e grave.

A etiologia é múltipla, ou seja, pode ser decorrente de problemas neurológicos, genéticos, metabólicos, déficits sensoriais e causas peri natais (como infecções). Por isto, o autismo é um transtorno com apresentação comportamental mais de causas orgânicas múltiplas.

Por se tratar de pessoas que necessitam de tratamento multidisciplinar, com acompanhamento médico, além de psicoterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, muitas vezes não encontram esse suporte na sociedade.

A preocupação não está apenas nos cuidados médicos, como também, na forma que a sociedade convive e deve lidar com os autistas.

De acordo com a médica psiquiatra, Karla Ribeiro, “as escolas e a sociedade deveriam estar aptas e serem capacitadas a lidar com esses pacientes e suprir as necessidades dos mesmos, fazendo adaptações curriculares e na comunidade, para melhor acolhê-los”, destacou.

Médica Psiquiatra, Karla Ribeiro

Para que não exista desconforto para o autista, as pessoas que tem o relacionamento frequente com estes, sendo elas a sociedade como um todo precisam estar aptas a se comunicar com o especial, familiarizando-se aos comportamentos expressos.

O quadro clínico é caracterizado por:

Dificuldade no relacionamento
Existe casos em que algumas pessoas com autismo preferem se envolver em atividades mais solitárias, não participarem das rodinhas na escola, no recreio, em festinhas, ficando à parte, fora do grupo.

O comprometimento qualitativo na comunicação verbal e não verbal vai desde os autistas que nada falam até aqueles que falam, mas não conseguem usar dessa fala para uma comunicação mais efetiva, com dificuldade pra iniciar ou manter um diálogo; dificuldade no uso da mímica e de gestos na comunicação.

Comportamentos repetitivos e estereotipados.
Neste caso, nota-se a presença de estereotipias como balanceio de tronco, rodar em torno do próprio eixo, saltitar, correr de um lado para o outro. Também está incluída aqui a fixação por objetos inusitados e a fixação em rotinas, com muita dificuldade em aceitar e lidar com mudanças.

Tratamento

O tratamento dever ser multidisciplinar, envolvendo a psiquiatria, psicologia, fonoaudiologia, psicopedagogia e terapia ocupacional e consiste, primordialmente, na estimulação precoce.  As medicações são usadas, na verdade, para tratar sintomas-alvo, já que o autismo não tem cura, e deixar os pacientes mais aptos a serem trabalhados e aproveitarem a estimulação precoce.

Família

A família deve ser envolvida no tratamento, já que a chance de dependência do autista pode se estender por toda a vida, pois, embora possa ter avanços com o tratamento, o grau de autonomia é limitado.

Quer entender mais sobre o autismo? A Netflix lançou a série Atypical desde o dia 11 de agosto. O protagonista é um autista, o Sam, que com 18 anos busca uma história de independência. Vale assistir ao trailer e conferir a série completa.

Por Yslla Vanessa, Equipe Vip

Deixe uma resposta