Especialista faz alerta para os cuidados com as doenças das vias respiratórias no inverno

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Mês de junho, época de muitos festejos em todo Nordeste, mas é um período que também requer alguns cuidados com a saúde, principalmente, com as doenças das vias respiratórias. Além da fumaça proveniente dos fogos e fogueiras, um outro agravante é que com o início do inverno, este período costuma ser de temperaturas mais amenas, o que aumenta a incidência destes tipos de problemas de saúde.

Nariz entupido, espirros e coriza são sintomas comuns nas doenças das vias respiratórias, o que provoca confusão na hora de diferenciar uma crise de rinite, resfriado e uma gripe, por exemplo. Para orientar como prevenir essas doenças nesse período do ano e esclarecer algumas dúvidas, o otorrinolaringologista do Decós Day Hospital, Dr. Nelson D’ Ávila, falou sobre o assunto.


Doenças respiratórias X festas juninas

De acordo com o especialista, a fumaça não é considerada um alérgeno e sim um irritante nasal, mas acaba provocando impacto sobre as vias respiratórias. “É importante que a pessoa esteja com uma boa respiração nasal para se proteger em relação a fumaça relacionada aos fogos e fogueiras nesta época de festejos juninos. O nariz é a única entrada de ar capaz de filtrar, aquecer, umidificar e preparar o pulmão para a chegada do ar”, explicou.

Como fica bem difícil evitar o contato com a fumaça neste período, o otorrino deu algumas orientações de como prevenir esse impacto. Segundo o médico, umidificar as vias respiratórias é muito importante. “Se a pessoa tiver em alguma crise respiratória e precisar ter contato com algum ambiente com fumaça, se possível, levar soro nasal, seja em jato, spray ou alguma outra forma. Outra situação é se prevenir, se programando, caso você já tenha algum problema nasal buscar ajuda do médico especialista para melhorar a qualidade da função nasal e se expor à fumaça sem grandes problemas”.

Quem tem rinite ou asma deve manter o acompanhamento e se preparar para essa época do ano, o tratamento de manutenção deve ser reforçado e a depender usando até remédios preventivos para poder se expor evitando entrar em crise.

Se a pessoa sofrer de rinite, e não tiver controlada, ao chegar em um ambiente com fumaça e poeira começam os sintomas da crise: entupimento nasal, espirros e secreção nasal. Quando isso acontecer, o especialista do Decós Day Hospital, recomenda lavar o nariz com soros fisiológicos. “É primordial, quanto mais vezes fizer a lavagem nasal é melhor, podendo ser feita também de forma preventiva, lavando assim que chegar da festa já é um ponto positivo. Uso de medicação só deve ser feito com a indicação do médico”, destacou Dr. Nelson D’ Ávila.


Como diferenciar as doenças respiratórias

De acordo com o especialista, os sintomas iniciais de uma crise de rinite são o entupimento nasal e a coriza, mas podem evoluir para olhos, ouvidos e garganta. “Durante uma crise de rinite os sintomas podem apresentar coceiras e vermelhidão nos olhos, incômodo leve na face e dor quando se alimenta com algo gelado. Lembrando que quando não respiramos bem pelo nariz, começamos a respirar pela boca e isso acaba iniciando o processo de ressecamento, ocasionando a dor de garganta matinal”, destacou.

E quando podemos dizer que se trata de um resfriado? Alguns sintomas podem acabar sendo confundidos, já que são parecidos com os da rinite. Para acabar com as dúvidas, o médico do Decós Day Hospital, explicou que no resfriado os sintomas são associados a um quadro de febre baixa, tosse, sintomas nas vias respiratórias mais altas, causando impactos mais generalizados pelo corpo e fraqueza. “Nos resfriados a febre dura de três a quatro dias e o quadro pode ser tratado com analgésicos comuns, remédios para aliviar os sintomas, lavagem nasal e a ingestão de muito líquido”, ressaltou.

Já quando os sintomas descritos anteriormente iniciam com febre alta, dor na garganta e impacto na disposição, pode se tratar de uma gripe ocasionada por vírus. “É importante lembrar que são vírus que podem ser cobertos pela vacina da gripe. A taxa de eficácia da cobertura é de 60% a 70% e as reações podem ocorrer, mas são raras. A vacinação é muito benéfica”, salientou Dr. Nelson D’ Ávila.


Higienização

As medidas profiláticas são importantes sempre, mas neste período do ano quando a circulação do vírus aumenta nos ambientes, os cuidados devem ser redobrados. Ao espirrar, lembrar sempre de proteger com o antebraço e nunca com as mãos, pois é uma parte do corpo que tem mais contato com pessoas e objetos, higienizar as mãos com álcool em gel também é importante, além de evitar contatos físicos mais próximos com pessoas resfriadas ou gripadas.


Quando ir ao otorrino?

O otorrinolaringologista deve ser procurado para tratar questões de resfriados, gripes, sinusites e rinites. É importante a consulta com o especialista, pois ele tem um grande diferencial na hora de visualizar os ouvidos, já que possui capacidade técnica e aparelhos diferenciados.

Um dos diferenciais do otorrinolaringologista no diagnóstico desses tipos de doenças é que ele tem a disposição em seu consultório o aparelho que possibilita a videoendoscopia nasal, que pode visualizar e diferenciar o tipo de crise que afeta o paciente.

Sobre a frequência, Dr. Nelson D’ Ávila explica que para as pessoas que têm problema crônico nasal é indicado que se preparem e marquem uma consulta com o otorrino antes do outono e inverno para que possam se preparar e evitar o uso de antibióticos e crises. “É bom ir preventivamente, o otorrino atende desde bebês até idosos e não tem frequência determinada, o ideal é ir antes de apresentar crises”, afirmou.

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