Festejos juninos lotam agenda de sanfoneiros regionais

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A crise econômica na prefeitura de Aracaju afastou das festas tradicionais do São João cantores mais famosos da música brasileira. E isso abriu portas para os artistas regionais se apresentarem nos grandes palcos.

Os baluartes do folclore nordestino: sanfonas, triângulos, os foles e baixos dão o tom das músicas, conduzem as danças que aquecem o coração dos amantes dos festejos juninos. Quem não se rende ao som contagiante da sanfona?

Raulzinho do Acordeon em apresentação
Raulzinho do Acordeon em apresentação

As celebrações juninas movimentam o calendário dos sanfoneiros a partir de maio e tem seu auge em junho, mês de comemoração de três santos católicos: Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29).

Tanto os talentos antigos, como os da nova geração mantêm a cultura do forró nordestino viva. Aos 28 anos de idade, nascido na capital sergipana, mas criado no município de Capela, o sanfoneiro Raul Santana Oliveira, mais conhecido como Raulzinho do Acordeon, toca o instrumento profissionalmente há 12 anos.

A agenda dele de shows abrange festas particulares, em repartições públicas, escolas, além de marcar presença em eventos tradicionais. Na véspera de São Pedro, no próximo dia 28, Raulzinho do Arcordeon se apresenta no Arraiá do Povo na Orla de Atalaia, às 20h.

O músico já integrou a Orquestra Sanfônica
O músico já integrou a Orquestra Sanfônica

“A minha apresentação acontece em grupo, com mais cinco componentes. Nosso repertório é tradicionalmente de forró pé de serra, mesclando com composições atuais de músicos como Adelmário Coelho, Alcimar Monteiro, mas sempre seguindo a linha Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Genival Lacerda, os mais clássicos”, explica Raulzinho.

Todos têm vez

Há sanfoneiro que repudia a descaracterização das festas juninas realizadas no Nordeste, devido à inserção de novos ritmos como sertanejo e forró universitário nas festas juninas tradicionais.

De um lado, os instrumentos musicais indispensáveis nas festas juninas: sanfona, triângulo e zabumba. Do outro, a juventude com pegada sertaneja. Os dois ritmos dividem opiniões de artistas no São João.

Raulzinho do Acordeon garante não se sentir ameaçado, caso precise dividir o palco com outro ritmo.

“Apesar das mudanças que vem acontecendo, eu acho que a sanfona e forró pé de serra não perdem sua identidade. No São João, nada mexe mais com o forrozeiro, que o verdadeiro som de sanfona bem tocada. Mas respeito os outros ritmos e acredito que, no Brasil, todo mundo tem espaço no meio musical”.

Danielle Cavalcante, da Equipe Vip.

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