Geriatra ressalta importância da reserva cognitiva na prevenção do Alzheimer

Médica do Espaço Ativo, Juliana Pereira, explica os benefícios do treino cognitivo para preservar funções como a memória, a linguagem, a orientação e a atenção

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Juliana Pereira: "hoje já é estabelecido cientificamente que o treino da cognição em idosos saudáveis reduz o risco de desenvolver Alzheimer"

A Doença de Alzheimer costuma se manifestar em idosos, causando inicialmente leves esquecimentos , que evolui para perda maior de funções cognitivas, como a memória, a linguagem, a orientação e a atenção. Mas, com o avanço das pesquisas relacionadas ao tema, já se tornou possível prevenir a manifestação da doença ou ao menos, abrandar os sintomas dela.

Além de medidas preventivas, como o controle adequado das doenças metabólicas e cardiovasculares, como diabetes e hipertensão, por exemplo, e a prática de exercícios físicos, uma nova modalidade de prevenção tem sido difundida: o treino cognitivo. Ele consiste na prática de atividades que estimulem e preservem o sistema neurológico, como exercícios e jogos, geralmente desenvolvidos com o suporte da Terapia Ocupacional aliado à Geriatria.

“Hoje já é estabelecido cientificamente que o treino da cognição em idosos saudáveis reduz o risco de desenvolver Alzheimer. Isso é feito com profissional habilitado e com metas bem definidas. Então, procuramos hoje, orientar todos esses cuidados e práticas”, explicou a geriatra da clínica Espaço Ativo, Juliana Pereira.

De acordo com a médica, uma boa reserva cognitiva é capaz de compensar uma doença cerebral e o indivíduo não a manifestar clinicamente. Ou seja, se há a reserva cognitiva no corpo humano, a doença até pode surgir, anatomicamente falando, mas ela pode não se manifestar ou surgir numa forma mais suave.

“O treino cognitivo é uma forma de proteger sua mente contra lesões cerebrais que afetam sua autonomia, sua independência e sua identidade, como é a doença de Alzheimer. Através de medidas preventivas pode-se reduzir consideravelmente o desenvolvimento da doença, por isso falamos em prevenção”, complementa Juliana.

Sobre o Alzheimer
Mas, a geriatra afirma que há casos que, mesmo com esforços, irão se manifestar de maneira severa. Isso porque a prevalência da doença vem crescendo em todo o mundo, promovendo uma má qualidade de vida de pacientes e familiares, além dos altos custos envolvidos.

As pessoas acometidas vivem, em média, 11 anos com incapacidade. De acordo com a médica, é necessário o investimento em prevenção e redução do risco da doença. “Eu e minha equipe nos sentimos no dever de difundir essas informações, tornando todos conhecedores do problema e também da solução. Hoje a cidade de Aracaju goza de serviços específicos para prevenção, diagnóstico precoce e tratamento para reduzir progressão e oferecer qualidade de vida para pacientes e familiares, então é necessário que os sergipanos saibam disso”, ressalta a geriatra.

Por Danielle Menezes, da Equipe Vip

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