Incontinência Urinária Feminina: doença que compromete a qualidade de vida do paciente

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Milhões de mulheres no Brasil e em todo o mundo sofrem deste problema que causa a perda involuntária de urina. Assim é a incontinência urinária, uma doença que pode interferir nas atividades do dia a dia e na qualidade de vida de pacientes de todas as idades, comprometendo inclusive, o bem-estar físico, mental e social.

Diferentes doenças podem causar os sintomas. Algumas delas são transitórias e facilmente tratáveis, como infecções urinárias e vaginais, efeitos colaterais de medicamentos e constipação intestinal, mas outras causas podem ser duradouras ou permanentes.

Entre elas destacam-se doenças como a bexiga hiperativa, incontinência de esforço, fraqueza do músculo esfincteriano que envolve a uretra, defeitos de nascimento, doenças e lesões da medula, cirurgias sobre a bexiga, órgãos genitais femininos e outros órgãos pélvicos, doenças que afetam os nervos ou músculos (derrame cerebral, esclerose múltipla, poliomielite, distrofia muscular etc.). Em alguns pacientes, mais de uma causa podem estar presentes.

Pesquisas indicam que 30 a 60% das pessoas com idade superior a 60 anos tenham incontinência. Mulheres são mais predispostas do que homens.

De acordo com a ginecologista Dra. Caroline Menezes Marques, médica do Decós Day Hospital, muitas pacientes com idade mais avançada ignoram o problema por vergonha de contar aos filhos e parentes próximos. “Infelizmente, isso é muito comum no consultório, pois muitas senhoras se sentem constrangidas e até envergonhadas de compartilhar o problema com suas filhas, filhos e parentes mais próximos. Com isso, acabam protelando a ida ao médico e comprometem assim, o próprio tratamento”, revelou.

Para a maioria das pacientes, a incontinência não é somente um problema médico. Muitas deixam de realizar atividades cotidianas que possam afastá-las do banheiro por algum tempo. Por esta razão, é muito importante saber que a grande maioria das causas de incontinência pode ser tratada com sucesso.

A médica destaca ainda que, muitas pacientes acabam confundindo alguns sintomas e acreditam que o problema de bexiga baixa, por exemplo, é a perda de urina, sendo que essa é outra doença, a qual demanda outro tratamento. “A bexiga baixa é na verdade o prolapso, que é quando ela realmente desce e acaba saindo pelo órgão genital da paciente. Essa alteração provoca uma sensação de peso, de bola na vagina e até dor nas costas. Quando examinamos a paciente identificamos esse cenário de bexiga baixa, ou mesmo, até o útero e intestino baixos. O que ocorre, é que muitas acreditam que a bexiga baixa é a perda de urina, sendo que isso é outra doença”, pontuou a ginecologista.

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