Insuficiência cardíaca é uma das maiores causas de internação hospitalar

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Foto: Acervo Pessoal

 

Algumas pessoas têm maior probabilidade que outras de desenvolver a
insuficiência cardíaca. Por isso, realizar exames de rotina é fundamental
para a prevenção e diagnóstico precoce

A insuficiência cardíaca é uma doença caracterizada pela incapacidade do
coração de atuar adequadamente como bomba, quer seja por déficit de
contração ou de relaxamento, comprometendo o funcionamento do organismo, e
quando não tratada adequadamente, reduzindo a qualidade de vida e a
sobrevida do paciente.

Os sintomas nem sempre são óbvios e em fases iniciais da doença, a pessoa
pode sentir absolutamente nada que indique o problema. Mas, há casos em que
esses indícios são evidentes devido à incapacidade do coração de bombear de
forma eficiente o sangue e assim manter o pleno funcionamento dos órgãos. A
falta de ar, inchaço nos pés e pernas, sensação de cansaço e a dificuldade
de dormir por causa de problemas respiratórios, são alguns dos sintomas mais
comuns da insuficiência cardíaca.

“A Insuficiência cardíaca é uma doença em que o coração perde força de se
contrair e é responsável por uma das maiores causas de internação hospitalar
em nosso país. Ela é a via final de muitas doenças, como hipertensão
arterial, infarto agudo do miocárdio entre outras patologias. O sintoma mais
característico é a falta de ar com intolerância aos esforços”, destaca o
cardiologista Manoel Flávio, especialista do DeCós Day Hospital.
Algumas pessoas têm maior probabilidade que outras de desenvolver a
insuficiência cardíaca. Porém, não há como prever com certeza quem irá
desenvolvê-la ou em que período da vida isso poderá ocorrer. Neste sentido,
a prevenção é o mais indicado e para isso é extremamente importante realizar
exames de rotina e caso o problema seja detectado, o tratamento precoce é o
que garantirá o controle da doença.

Fatores de risco
Estar atento aos fatores de risco da insuficiência cardíaca é uma boa
estratégia. São eles: Pressão alta (hipertensão), ataque cardíaco (infarto
do miocárdio), Válvulas cardíacas anormais, aumento do coração
(cardiomiopatia), histórico familiar de doença cardíaca e diabetes.

Diagnóstico
Apenas o médico cardiologista pode dizer se você tem insuficiência cardíaca
e quanto a condição progrediu. O especialista irá avaliar seu histórico
médico, incluindo doenças passadas e atuais, histórico familiar e estilo de
vida. Como parte de seu exame físico, seu médico irá verificar o seu
coração, pulmões, abdômen e pernas para ver se os sinais de insuficiência
cardíaca estão presentes.
“O diagnóstico da insuficiência cardíaca depende de uma avaliação médica
acurada e alguns exames que confirmam e ajudam a definir a melhor opção para
o tratamento da doença. Se não tratada de forma adequada e o mais precoce
possível, existe o risco de complicações que podem levar a morte e ainda, em
casos extremos, ser necessário indicação de transplante cardíaco”, enfatizou
o cardiologista Manoel Flávio.

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