Saiba como desenvolver inteligência emocional nas crianças

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A inteligência emocional é um pilar de sustentação para uma vida plena da criança. É uma das bases que auxilia no alcance de metas, em saber lidar com frustrações, contribui para a melhoria dos relacionamentos em casa, no meio social e, também, no trabalho, quando adulto.

Especialistas garantem que a inteligência emocional deve ser um dos grandes focos da educação formal na escola ou em casa. Na escola, além da alfabetização e do estímulo ao aprendizado das matérias tradicionais, as crianças devem aprender a gerir suas emoções, a lidar com elas.

De acordo a psicóloga do Colégio do Salvador, Genamara Fiel, estudiosos avaliam que a partir dos dois anos e meio a criança já pode ser estimulada a trabalhar a inteligência emocional.

Genamara Fiel, psicóloga do Colégio do Salvador

“Este é um assunto interessante para pais e mães, além de ser fundamental para o futuro da humanidade, pois auxilia a criar ou desenvolver pessoas mais conscientes emocionalmente, que sabem identificar os seus sentimentos e canalizá-los melhor”, relata Genamara.

Escola da Inteligência

No Colégio do Salvador os alunos desenvolvem a educação socioemocional por meio do Programa Escola da Inteligência, fundamentada na Teoria da Inteligência Multifocal do psiquiatra Augusto Cury. Através deste, as crianças são estimuladas a gerenciar suas emoções, a desenvolver a capacidade para lidar com as dificuldades e a conhecer habilidades para construir relações saudáveis.

Encontro de pais da Escola da Inteligência

“O Colégio do Salvador se preocupa com o currículo acadêmico, como também com a educação emocional dos seus alunos”, explica a psicóloga.

Amadurecimento emocional

Genamara ressalta que não é possível dizer, com exatidão, quando uma criança está emocionalmente madura. “Todos os dias a criança está passando por fases de amadurecimento emocional. Por isso, não podemos dizer que a maturidade emocional será atingida em determinada idade”.

A profissional explica que as emoções se desenvolvem ao longo de todo o ciclo vital. No dia a dia, terão situações que podem sinalizar quando a criança tem comportamentos adequados para a sua faixa etária e, assim, dizer que há uma maturidade emocional adequada ou compatível para sua idade.

Brincadeiras e atividades auxiliam no desenvolvimento da inteligência emocional da criança. “Atividades lúdicas e dinâmicas são formas de exercitar a socialização e a convivência em grupo. As crianças aprendem a lidar melhor com situações do cotidiano, vivenciar diferentes experiências, trabalhar as inseguranças, os medos, descobrir características que desconheciam e aprendem a se expressar”, conta Genamara.

O psiquiatra Augusto Cury, no livro ‘O homem mais inteligente da História’ ressalta: “É impossível ter saúde emocional sem uma autoestima sustentável. Porque quem tem baixa autoestima é intolerante às frustrações, tem baixos níveis de prazer, não ousa, reclama muito e tem enorme dificuldade de se reinventar. Mendiga o pão da alegria, ainda que seja financeiramente abastado. Estamos na era dos mendigos emocionais”.

Por isso, desde 2014, o Colégio do Salvador adotou a Escola da Inteligência. Conheça mais o projeto.

Por Danielle Cavalcante, da equipe Vip

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