Jardim Preservado do Mansão Roberto Constâncio Vieira é o primeiro implantado em Sergipe

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Foto: Ana Lícia Menezes

Trazer a harmonia do contato com as plantas sem a necessidade de irrigação ou manutenção. Esta é a proposta do jardim preservado. E foi assim que a paisagista Lívia Passos, do escritório Fertisolo Paisagismo, com sede em Alagoas, deu ainda mais requinte ao hall de entrada do Mansão Roberto Constâncio Vieira, o mais sofisticado empreendimento da Norcon Rossi na região do Jardim Europa, bairro Jardins, em Aracaju/SE.

Com a técnica de jardim preservado, nova tendência de paisagismo muito utilizada na Europa e América do Norte, foi possível transformar uma parede que fica em área de passagem em um ambiente de harmonia com a natureza, aliando durabilidade, beleza, bom gosto e praticidade.

Ideais para ambientes internos, os jardins verticais preservados são desenvolvidos sob medida, com plantas 100% naturais que, com uso de alta tecnologia, passam por um processo de proteção e estabilização para que suas folhas e textura mantenham-se por anos com aparência natural. Eles são resistentes às mudanças climáticas e ao ar-condicionado, absorvem o som e melhoram a acústica, não atraem insetos e têm sido alternativa de paisagismo bastante requisitada para ambientes fechados.

O desafio de criar este jardim, que tem cerca de 15m², foi cumprido com maestria, dando vida ao projeto de ambientação assinado pelo renomado arquiteto Gilvan Accioli. De acordo com Lívia Passos, o convite de montar o primeiro jardim preservado de Sergipe surgiu após algumas conversas Gilvan, sobre onde seria e para quê serviria o jardim.

“Chegamos à conclusão de que o jardim preservado seria bem mais aproveitado pelas pessoas que iriam morar no edifício. Trata-se de algo muito novo que está sendo feito no Brasil e os paisagistas estão buscando esta ideia como solução para atender os clientes. Neste método, a vegetação não precisa de luz natural e ventilação, como os jardins verticais naturais”, diz.

A paisagista, única a realizar este tipo de trabalho no Nordeste, explica que conheceu a técnica há dois anos. “Uma arquiteta daqui de Alagoas me falou que tinha visto em São Paulo um jardim preservado, que não era feito com planta desidratada. Então busquei mais informações no Sul e Sudeste e vi que aquela era uma solução para ambientes internos. Como a vegetação é preservada, ao contrário da desidratada, ela não enrijece, fica da mesma forma, fica sensibilizada. Esse jardim não pode ser colocado em local que receba ventos fortes e, como passa por um processo químico, também não pode receber água. A sensação é como se você tivesse um jardim natural dentro da sua casa. Ele não vai ter manutenção porque a planta se preservou, não tem mais raiz, mas é como se ainda tivesse vida”.

O jardim preservado do Mansão Roberto Constâncio Vieira é feito com avenca e levou três semanas para ficar pronto. “Montamos a estrutura dele em Maceió e o levamos pré-montado para Aracaju. Em dois dias, terminamos de montar o jardim na capital sergipana. Atualmente, só fazemos jardim com avencas, porque o aspargo preservado, também muito utilizado no país, acaba deixando cair muita folha. Então tínhamos optado por não trazê-lo ainda para o Nordeste. Mas já começamos a receber este mês folhas de palmeirinha, que também consegue se preservar bem, e, a partir do mês que vem, já podemos testar fazer um jardim preservado unindo avenca, aspargos e palmeirinha”, ressalta Lívia.

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