Julho das Pretas acontece neste sábado, 22, no centro de Aracaju (SE)

O evento é alusivo ao Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha, que tem como data oficial o 25 de julho e o objetivo de destacar a importância de debate e implementação de políticas públicas com recorte de raça e gênero no estado e no país

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Evento será realizado no Centro Cultural de Aracaju, antiga Alfândega (Foto: Secom/PMA)

Acontece neste sábado, 22 de julho, o Julho da Pretas, realizado pela Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria.

Em sua segunda edição, o Julho das Pretas começa às 8h30 da manhã, com uma programação de atividades variadas, e vai até às 18h, no Centro Cultural de Aracaju, Praça General Valadão.

O evento é alusivo ao Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha, que tem como data oficial o 25 de julho e o objetivo de destacar a importância de debate e implementação de políticas públicas com recorte de raça e gênero no estado e no país.

Recentemente, por meio do Mapa da Violência, foi constatado que entre 2003 e 2013 subiu em 54,2% o número de assassinatos de mulheres negras, enquanto, no mesmo período, houve diminuição de 9,8% para as mulheres brancas.

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Sobre o Dia Internacional da Mulher Negra Latina e Caribenha

Em abril de 2014 a Câmara dos Deputados, aprovou a proposta do Senado que institui o dia 25 de julho como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Foi aprovada também, a inclusão, no calendário comemorativo brasileiro o 25 de julho Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Com esses projetos de lei aprovados, o Brasil reafirma a importância da data que foi instituída no calendário feminista no 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, que aconteceu em 1992, na República Dominicana.

Iniciativas como estas vêm ao encontro da necessidade do reconhecimento da história das mulheres negras que estiveram no centro das lutas e movimentos sociais e culturais. Pouco se conhece sobre nossas heroínas negras: Dandara, Luíza Mahin, Carolina Maria de Jesus, Mãe Menininha, Laudelina Mello, Tereza de Benguela e tantas outras.

Programação

Manhã (9h às 12h)

08h30 – Abertura Oficial
Apresentação de dança com Michele Pereira coreografia “Benção das Águas.”
09h – Mesa redonda: Memória, identidade e ancestralidade
*Aline Braga (Auto-Organização de Mulheres Negras de Sergipe Rejane Maria)
*Danielle Azevedo ( Ilê Asé Alarokê Babá Ajagunan)
*Xifroneze Santos (Movimento Quilombola de Sergipe)
11h – Exibição do documentário ‘Ponga ai La Santa Cena’ da sergipana Everlane Moraes (13′ – Cuba)
11h30 – Poesia Negra com Blenda Santos.
09 às 12hs – inscrições das oficinas.

Tarde (14h às 18h)

14 às 16h – Oficinas (gratuitas, porém, de contribuição espontânea)
*Capoeira – Susan Panterinha (ABCIU Capoeira)
Observação: Ir com roupas leves que permitam movimentar o corpo.
*Dança – Aline Serzedello
Observação: Ir com roupas leves que permitam movimentar o corpo.
*Estética Negra – Margarida Oliveira
Observação: Cada participante deverá levar seu kit básico de maquiagem (base, pó, lápis de olho) e seu turbante.
16h – Socialização das oficinas.
16h30 – Apresentação do espetáculo de dança ‘QUEM SOMOS’ do Coletivo Artístico KAYODE.
17h – Apresentação Musical com Lari Lima.
18h – Encerramento.

Via Assessoria do Evento

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