Maio é o mês para conscientização da prevenção de doenças inflamatórias intestinais

Como nem sempre os sintomas são claros, não é raro ver pessoas levando anos para receber o diagnóstico, atraso que compromete a qualidade de vida do paciente

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Maio Roxo é o mês em que são realizadas campanhas que alertam sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), elas não são diagnosticadas tão facilmente, por isso é importante que durante este mês o assunto seja evidenciado.

Muitas vezes elas se manifestam assim: com dores abdominais, alteração do hábito intestinal, perda de peso, cansaço e até fraqueza. As DII costumam acometer na grande maioria dos casos pacientes jovens, em fase ativa, principalmente a partir dos 30 ou 40 anos, mas também ocorrem em crianças e idosos.

A presença da doença pode estar relacionada com a questão genética e a fatores ambientais como alimentação inadequada e estresse. As principais são a Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa. De acordo com o médico coloproctologista Dr. Rodrigo Britto, que integra o corpo clínico do Decós Day Hospital, em Aracaju, ultimamente está havendo um aumento na incidência no Brasil e no mundo. “A retocolite ataca mais o intestino grosso, enquanto o Crohn pode afetar o todo trato digestivo . O que percebemos é que há um aumento no número de casos em nosso país, bem como no mundo”, explica.

A teoria mais aceita é que a inflamação crônica é resultado de uma reação exagerada do sistema imune à flora intestinal. Como nem sempre os sintomas são claros, não é raro ver gente levando anos para receber o diagnóstico, atraso que compromete a qualidade de vida do paciente. “A demora no diagnóstico nesses casos traz complicações potencialmente fatais, sendo que uma das ameaças que as pessoas com DII enfrentam é o maior risco de câncer colorretal. O diagnóstico é feito através de consulta com especialista, que pode ser um proctologista ou mesmo um gastroenterologista”, afirma Rodrigo Britto.

Exames também são importantes na busca de um diagnóstico preciso, a exemplo de colonoscopia com biópsia. Já o tratamento consiste no uso de medicações (salicilatos, corticóide e imunobiológicos), cuidados nutricionais e em alguns casos, cirurgia”, ressalta o médico.

O especialista fala também sobre o desafio que é o tratamento de doenças inflamatórias intestinais. “Representa um desafio para o tratamento pois, essas doenças tendem a ter caráter progressivo (pode piorar com passar do tempo) e possui períodos de remissão e recidiva da doença”.

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