Mulheres devem fazer exames de rotina anualmente

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Crédito: https://taniagewehr.com.br/

Conhecidas pela capacidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo e de ter jornadas diárias duplas ou até triplas, as mulheres acabam deixando os cuidados com sua saúde para depois.

Exames como ultrassom, de lâmina e laboratoriais devem ser considerados de rotina para as mulheres. De acordo com a uroginecologista e obstetra do Decós Day Hospital, Caroline Marques, o ideal é que as mulheres visitem o ginecologista anualmente. “Toda mulher deve iniciar a visita ao ginecologista quando tiver a primeira menstruação, bem comoquando iniciar atividade sexual. Sinais como corrimento, dor menstrual ou sangramento excessivo também são indicativos para buscar um ginecologista”.

Outro desafio na saúde da mulher é lidar com a interferência dos hormônios. Eles são capazes de influenciar diretamente no dia-a-dia, afetando o sono, o humor e também a menstruação. Inclusive, é no período menstrual que se pode observar mais o corpo. “Um dos sinais de que os hormônios não estão regulados é, principalmente, quando existe alteração na menstruação. Por exemplo, quando vem duas vezes no mesmo mês ou quando fica mais de um mês sem vir”, explica Caroline, ressaltando ainda que o ideal é procurar ajuda médica e realizar os exames de rotina.

Métodos contraceptivos

Caroline informou que atualmente existem vários métodos contraceptivos, mesmo assim, de acordo com uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, realizada entre os anos de 2011 e 2012, mais de 55% de brasileiras não planejaram a gravidez.

A uroginecologista disse que em conversa com o próprio médico, cada paciente decide qual o método que melhor lhe atende. “Dentre os métodos contraceptivos temos o anel vaginal, os de via oral, injetável, adesivo e DIU e, como definitivo, a laqueadura. Todos os métodos têm prós e contras. O que pode se adaptar a minha realidade pode não ser bom para você, ou alguma forma de contracepção pode se adaptar melhor em um corpo e em outro não. Por isso reforço que as visitas e conversas frequentes com o ginecologista são indispensáveis”.

Sobre o DIU, existem dois tipos, segundo a especialista do Decós Day Hospital. Ela esclareceu as diferenças entre eles. “Temos os hormonais e não hormonais. O DIU hormonal, é na verdade, um sistema e não um dispositivo (oficialmente é chamado de SIU). Ele é usado principalmente para tratamento de endometriose, adenomiose, dismenoreia (cólica menstrual) e metrorragia (sangramento excessivo). Além de servir para contracepção. O DIU não hormonal ele não tem hormônio nenhum, é apenas efeito físico e tem a mesma eficácia do SIU”, detalha.

Como o DIU hormonal contribui para o tratamento de algumas doenças, Caroline enfatizou que uma das ações deste método, é diminuir o fluxo menstrual. “O DIU hormonal, tem ação local do hormônio, não tendo praticamente, nenhuma atividade sistêmica. Ele age fazendo uma atrofia do endométrio (assim como dos focos endometrióticos) diminuindo assim o fluxo menstrual,  80% ficam sem menstruar”.

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