Refluxo: mudanças no estilo de vida podem acabar com os sintomas

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Dra. Prisclia Lopes dá dicas de saúde digestiva

Especialista do DeCós Day Hospital explica sintomas, como reduzir desconforto e os tratamentos para essa doença que acomete mais de 20 milhões de brasileiros

É comum poucos minutos após comer sentir queimação no estômago? Ou sentir a comida entalada na garganta? Caso você tenha dito sim para essas perguntas, é possível que você sofra de Refluxo Gastroesofágico ( DRGE). O problema é que de modo geral, graças a receitas caseiras, a facilidade de comprar antiácidos sem receita médica e a crença de que é “normal” ter esses sintomas ocasionalmente, que mais e mais pessoas adquirem essa doença e permanecem sem tratamento médico. Com isso, a doença vem atingindo proporções maiores na população. De acordo com dados da Organização Mundial de Gastroenterologia , a doença do refluxo afeta mais de 20 milhões de brasileiros.

Segundo a médica do DeCós Day Hospital, Priscila Lopes, mudanças na alimentação, como por exemplo a redução da ingestão de alimentos gordurosos, fazem toda a diferença tanto na prevenção da doença como também na redução de sintomas. “A doença do refluxo pode ser prevenida evitando a ingestão em excesso de frituras, gorduras, cafeína e condimentos. Outros hábitos que podem ajudar são evitar comer com líquidos, melhorar a mastigação, fazer a higiene adequada dos alimentos e evitar excessos alimentares especialmente à noite. Vale lembrar que a DRGE tem um impacto grande e negativo na vida dos pacientes e a restrição dos alimentos seria o principal elemento para melhoria. Explico aos pacientes sempre que a restrição não é retirada completa de certos alimentos e sim, a redução de sua ingestão”, comenta.

Sintomas 

Os sintomas típicos da DRGE são azia ou queimação, que se origina na ‘boca do estômago’, mas pode atingir também a garganta; tosse crônica, pigarro, doenças respiratórias de alta recorrência como sinusite e faringite; aftas; dor torácica e dor nas costas (dorsalgia).

Diagnóstico 

Ainda de acordo com a especialista, exames são necessários para realizar o diagnóstico. Sendo eles,  pHmetria esofágica (que pode ser de um ou dois canais), endoscopia digestiva alta (EDA) e Esôfago – estômago- duodenografia (EED).

Tratamento

O tratamento de DRGE pode ser clínico ou cirúrgico e o que definirá o tempo e o tipo de tratamento são as lesões geradas e os sintomas. No tratamento clínico, há a administração de medicamentos que diminuem a produção de ácido pelo estômago e melhoram a motilidade do esôfago. Há ainda a orientação médica de perder peso, evitar determinados  alimentos e bebidas; fracionar a dieta, praticar exercícios físicos e não se deitar logo após as refeições.

O  tratamento cirúrgico, por sua vez, pode ser realizado de maneira convencional ou por laparoscopia. A mudança no estilo de vida é fundamental para o sucesso do procedimento, garante a especialista. “Não adianta realizar a cirurgia e achar que após pode retornar aos hábitos antigos, que geraram a doença. Caso o paciente faça isso, em um tempo curto, a cirurgia pode perder sua eficácia e os sintomas retornarem”, finaliza.

 

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