Terapia ocupacional na terceira idade faz diferença

Área da saúde cuida da reabilitação e da garantia da execução de atividades diárias de forma saudável, mas ainda é pouco conhecida. Terapeuta esclarece e fala das vantagens do acompanhamento profissional, sobretudo de forma preventiva ou precoce

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Fotos: Roberto Trindade

A Terapia Ocupacional é uma área da saúde que utiliza ocupações do cotidiano humano para promover a autonomia das pessoas em diferentes fases da vida, condições físicas, sensoriais, intelectuais, emocionais ou sociais. Ou seja, ajuda o paciente a se tornar o mais independente possível dentro dos ambientes que ele vive, seja o doméstico, o profissional ou qualquer outro que faça parte do seu dia a dia.

Embora o acompanhamento de um profissional possa beneficiar pessoas de todas as idades, ela é aplicada de forma mais ampla entre os idosos, pois o processo de envelhecimento vem naturalmente, acompanhado por perdas nas capacidades motoras e cognitivas, o que pode, em alguns casos, atingir o físico e psicológico de quem está inserido nessa situação.

“Estas perdas, refletem diretamente no dia a dia do idoso, principalmente dos menos ativos, o que prejudica interação social e familiar. Através da realização de atividades significativas para o paciente, a Terapia Ocupacional proporciona um melhor desempenho nas áreas funcionais, mentais e sociais”, é o que explica a terapeuta ocupacional da clínica de geriatria integrada Espaço Ativo, Luciana Deichmann.

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Atuação
Segundo ela, não é somente quando o problema aparece que o trabalho começa. Os benefícios do tratamento são, inclusive, mais efetivos quando é feito de forma preventiva, antes da manifestação das patologias.

“E é trabalhando com atividades humanas, planejando e organizando o cotidiano, que conseguimos possibilitar uma melhor qualidade de vida para quem nos procura”, garante Luciana.

O profissional da área de Terapia Ocupacional, além de contar com o trabalho complementar do fisioterapeuta, também pode atuar de forma conjunta com médico, fonoaudiólogo, nutricionista, educador físico e psicólogo, por exemplo.

No caso dos idosos, o terapeuta costuma atuar a partir de problemas como a doença de Alzheimer e o Parkinson, além de casos de demência, depressão e AVC.

“É através da prática que a Terapia Ocupacional irá oferecer a este idoso a oportunidade para o desenvolvimento de habilidades, fazendo com que ele tenha mais funcionalidade e possa adaptar-se melhor diante das limitações de cada doença, com isso proporcionando uma melhor qualidade de vida para o idoso e sua família”, ressalta Luciana.

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Atividades
Durante o tratamento de Terapia Ocupacional, as principais atividades aplicadas aos pacientes estão ligadas ao incentivo motor e mental. “Existe uma gama de atividades e recursos que podem ser utilizados no tratamento, como por exemplo, artesanato, pintura, costura, argila, jogos e passeios”, complementa a terapeuta ocupacional.

Segundo ela, as atividades são escolhidas de forma personalizada, de acordo com o objetivo pretendido, considerando estilo de vida do idoso, grau de participação nas atividades (ativa e passiva), grau de autonomia e independência e preferência por determinados tipos de atividades que poderão ser empregadas individualmente ou em grupo.

Por Danielle Menezes, da equipe VIP

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