Vacinação entre idosos diminui o risco de doenças graves

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Foto: Marco Antônio

Por conta do processo natural do envelhecimento, a população idosa acaba ficando exposta ao surgimento de algumas doenças infecto contagiosas, principalmente as do aparelho respiratório. Para diminuir o risco de contrair doenças e promover o bem-estar nessa faixa etária, algumas medidas são necessárias, uma delas é a imunização.

Como a prevenção é importante, a vacinação é muito eficaz, pois protege o corpo de vírus e bactérias que provocam vários tipos de doenças graves e podem afetar seriamente a saúde.

De acordo com a geriatra do Espaço Ativo, Dra. Juliana Santana, o objetivo dos profissionais que tratam dos idosos é, principalmente, prevenir as doenças do envelhecimento, promovendo melhor qualidade de vida nessas pessoas. “Dentro deste contexto precisamos nos preocupar com doenças infecciosas, porque os idosos no processo de envelhecimento tem o sistema imunológico alterado, o que o torna mais suscetível a ter quadro infeccioso e com isso, mais hospitalização”, destacou a profissional.

Dra. Juliana Santana, do Espaço Ativo

A médica também ressaltou que dentre as recomendações da Sociedade Brasileira de Geriatria está a vacinação obrigatória contra a gripe, o herpes zóster (fogo selvagem), pneumonia, hepatite e tétano.

“A vacina da campanha atual, que é contra a influenza, é uma vacina de vírus morto, de importância grande, pois diminui o número de pessoas acometidas por infecções respiratórias superiores, com menor risco de desenvolver complicações, como meningite e encefalite. Ela deve ser aplicada anualmente, em todas as pessoas com 60 anos ou mais. A da pneumonia diminui o risco de pneumonia e meningite bacterianas, é uma vacina dose única e recomendamos acima dos 60 anos. Outra vacina muito importante é contra a hérpes zóster, muito comum na terceira idade, ela permite a prevenção desta doença, não tem na rede pública, mas é recomendada como obrigatória”, explicou.

Para a geriatra, a vacinação é fundamental para erradicar essas doenças e reduzir o risco dos idosos infectarem. “São pessoas que têm um risco maior, alguns trabalham e ainda sustentam suas famílias,e essas doenças acabam prejudicando sua produtividade. Além disso, muitos convivem com seus netos, podendo gerar uma área de transmissão. Então é muito importante que as vacinas sejam realizadas”.

Vacinação contra gripe

Nesse período de outono e inverno, as gripes acometem grande parte da população. Por isso a vacina contra Influenza é importante no calendário de vacinação, principalmente entre os idosos.

A campanha de vacinação teve início na última segunda-feira, 23 de abril, e segue até o dia 1ª de junho em todas as unidades de saúde dos municípios. Sendo que no sábado, 12 de maio, será o ‘Dia D’ de vacinação e todos os postos estarão abertos para atendimento.

Segundo a gerente do Núcleo de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sândala Teles, o objetivo da campanha é reduzir as internações, complicações e mortes pela influenza da população que é público alvo. A vacina contra a influenza é trivalente e protege contra três vírus: o H1N1, H3N2 e a influenza B.

De acordo com Sândala Teles, ainda existe uma certa resistência em relação à vacinação entre os idosos. “Alguns idosos pensam que ao tomar a vacina estarão imunes de todas as gripes e não é assim que ocorre, a vacina contra Influenza previne contra os vírus mais fortes, desse modo o idoso pode sim ter uma gripe mesmo imunizado, mas será mais fraca e com menos riscos de evoluir para complicações mais grave”, explicou a gerente do Núcleo de Imunização.

Pessoas acima de 60 anos estão dentro do grupo prioritário, que é o público-alvo desta campanha. A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde é que 189 mil idosos sejam vacinados neste período.

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